♟️♟️XADREZ CORPORATIVO!
📝E bora pro texto…
Minha história com o xadrez começa lá no início dos anos 1990, quando estudava na UFSC, em Floripa.
Naquele ano cursava Física e tinha que fazer dois semestres de "Prática Desportiva" durante o curso e havia várias opções (várias mesmo) de esportes pra escolher. Mas, como sou um cara discreto e devido ao meu porte atlético 🤪, não quis chamar a atenção e nem desanimar os outros alunos, então humildemente escolhi a opção de xadrez.
Até aquele momento, o máximo de contato que havia tido com o xadrez foi com esse tabuleiro aí da foto, mas nele eu só havia jogado damas, na maioria das vezes com meu saudoso pai.
Posso dizer hoje que essa foi uma das melhores escolhas que fiz na vida. Pra quem não joga e olha de fora duas pessoas jogando xadrez chega até a achar que o jogo é chato, parado, sem graça, o tédio total. Mas cara, só quem joga e gosta de jogar sabe o turbilhão de pensamentos e sentimentos que passa pelo teu corpo durante o embate entre as peças brancas e pretas nas 64 casas do tabuleiro.
Em certa época chegamos a fazer até "campeonatos", onde reuníamos os amigos em uma república, alguém fazia uma janta, uma vaquinha pra cerveja e bora jogar xadrez. Mas se não me falha a memória, creio que nunca tivemos um campeão nesses campeonatos, pois lá pela terceira rodada a galera já tava pra lá de Bagdá, coisas da juventude.
E te digo uma coisa, eu era até meio bom no xadrez hem? Nos grupos de amigos eu era um dos melhores, e muitos deles tinham como seu maior desafio me dar um xeque-mate. Tive até um amigo que trabalhou comigo no McDonald 's lá da Beira-mar, e que ensinei a jogar xadrez.
Por meses a fio ele foi todo sábado lá em casa e passávamos a tarde inteira jogando xadrez antes de ir pro trabalho (fazíamos a escala da noite). Até o dia em que ele me venceu pela primeira vez. E aí nunca mais jogou comigo, e assim, a nossa última partida foi ele que ganhou. Que coisa né?
Tá, deixa eu falar, isso sempre foi amadoramente e entre amigos, nunca nem cheguei perto de algo oficial ou profissional, então não sou "tão bão" assim.
Ainda hoje tenho esse tabuleiro na minha escrivaninha, mas jogar que é bom já faz um bom tempo. Teria que fazer uma reciclagem pra não passar vergonha, kkk.
Mas o xadrez também pode nos trazer muitas lições sobre nossa vida pessoal e principalmente sobre a profissional quando analisado mais a fundo, e pode nos mostrar outro olhar sobre a realidade que enfrentamos no nosso dia a dia.
Desde a tomada de decisão (na realidade uma sequência de decisões) até o trabalho em equipe, passando pelo conhecimento do ambiente e do adversário, pelo planejamento e execução das estratégias, entre outras.
O grande objetivo do xadrez se realiza quando encurralamos o Rei do oponente num movimento chamado de “Xeque-Mate", que o deixa sem nenhum movimento possível, ou seja, sem possibilidade de fuga.
É um jogo altamente estratégico onde o componente sorte é nulo. Uma jogada errada, uma decisão mal tomada e já era, mais cedo ou mais tarde vem o xeque-mate.
Por isso, no xadrez só há um responsável pela sua derrota. Você mesmo, pois esse extraordinário jogo de tabuleiro se baseia única e exclusivamente na performance individual
Só pra ter uma ideia da sua complexidade, há cerca de 318.979.564.000 possibilidades diferentes só nos 4 primeiros movimentos de um jogo de xadrez. Leu direito? Vou falar de novo pra garantir, são mais de 318 BILHÕES de maneiras diferentes de executar as 4 (QUATRO) primeiras jogadas.
E indo um pouco mais longe, se estendermos até as 10 primeiras jogadas chegamos a um estratosférico número de exatas 169.518.829.100.544 opções. Repetindo, 169 TRILHÕES e uns quebrados de possibilidades em apenas 10 (DEZ) jogadas. Coisa de louco né?
Assim como no xadrez o mundo corporativo é repleto de tomadas de decisão todo o tempo, o tempo inteiro.
E como essas escolhas definem o futuro e o desempenho das organizações, é preciso decidir da forma mais segura possível, pois se não é possível acertar sempre, que ao menos busquemos a mais alta taxa de assertividade possível.
Quanto maior for o conhecimento, a capacidade de raciocínio e a experiência do decisor, mais segurança ele terá na escolha da "melhor" alternativa e maior sucesso ele terá ao longo do tempo.
Para evoluirmos em nossas decisões precisamos de estudo e prática constantes, mas devemos levar em conta mais alguns aspectos.
No xadrez, alguns pontos são essenciais, como ter objetivos e estratégias definidas, gerenciar o tempo e ter autocontrole, usar e abusar da criatividade e da capacidade de antecipação. E ainda saber lidar com a pressão e talvez o mais importante, ter a humildade de aprender com os erros, porque sim, você vai errar.
Esse último parágrafo te lembrou de algo? Toda e qualquer semelhança com a realidade corporativa não é mera coincidência.
🤔Pensa aí!
🏃💨E fuiii…
*Imagem arquivo pessoal
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